Editor-Chefe: Jota Marcelo

Uruaçu, Estado de Goiás, 13 de dezembro 2018

Governador eleito Ronaldo Caiado defende gestão sem divisão

Após liderar com ampla frente toda a campanha eleitoral, Ronaldo Caiado (Democratas) ganha disputa pelo Governo de Goiás com 59,73% dos votos válidos e realizará o sonho de comandar o Estado. Afirmando se tratar de vitória inicial, ele salienta que o trabalho, sem espaço para divisão, será concluído ao final do seu mandato, quando o goiano conviver com um Estado recuperado. Vitória em primeiro turno não acontecia em Goiás desde 1990. Diplomação está agendada para dezembro.

Bom deputado federal e senador, defensor e praticante da moralidade, o senador Ronaldo Caiado foi eleito governador de Goiás em 7 de outubro, com 1.773.185 sufrágios (59,73% dos votos válidos) – Fotos, inclusive a da página principal: Divulgação/Assessoria

Caiado votando: vitória folgada, já no primeiro turno

O vice-governador eleito é Lincoln Tejota, na atualidade deputado estadual. Na foto com eles, a esposa Priscilla Tejota (vereadora, do PSD, por Goiânia)

Ronaldo Caiado: aos 69 anos, consagrado nas urnas. Na imagem de 5 de outubro, em Uruaçu, entre os aliados de primeira hora Machadinho (esq.) e Ozires Ribeiro Silva – Foto: Divulgação/Assessoria de Machadinho

Também em Uruaçu dia 5, Caiado ladeado por José Nelto (Podemos [deputado estadual, agora eleito deputado federal]) (esq.), Machadinho e Ozires Ribeiro Silva – Foto: Divulgação/Assessoria de Machadinho

Casal uruaçuense Márcia Pedrosa/Machadinho (candidato a deputado estadual, atendendo pedido do agora governador eleito): defesa e trabalho em favor de Ronaldo Caiado – Foto: Divulgação/Assessoria de Machadinho

Dezembro/2015: Ronaldo Caiado, entre Machadinho e Ozires Ribeiro Silva, em foto que ilustrou manchete principal de reportagem do Jornal Cidade, destacando Encontro uruaçuense do Democratas. Luta antiga! – Foto: Márcia Cristina/Jornal Cidade

No Senado desde fevereiro de 2015, Caiado renunciará para assumir a gestão estadual, com o primeiro suplente Luiz Carlos do Carmo (dir.) ficando com a vaga

Durante coletiva, governador eleito alertou: “São vários os pontos que a gente identificando, vamos buscar uma forma de renegociar dívidas, de saldar débitos imediatos para que as funções do Estado voltem a funcionar 100% a partir do dia 1º de janeiro” – Foto: jornal O Popular (Goiânia)

Noite de 7 de outubro, em Goiânia: nestas imagens, comemoração pela vitória. Caiado governador!

Governador eleito Ronaldo, dia desses para esposa: “Cumplicidade de quem se entende em um olhar. E seguimos assim nesses 28 anos de casamento, com companheirismo, parceria, respeito e muito amor. Obrigado por dividir a vida comigo e caminhar ao meu lado nessa jornada, Glorinha Caiado”. Após mais esta (romântica) foto de 7 de outubro, leia a reportagem

 

Com 1.773.185 sufrágios (59,73% dos votos válidos), Ronaldo Caiado se sagrou vitorioso nas urnas dia 7 de outubro. Mais que faturar o pleito eleitoral no primeiro turno, venceu sob larga vantagem, pautado na mensagem da mudança, ética, honestidade, de uma gestão estadual mais próxima do povo, de sintonia ampla com as comunidades. Desde as primeiras pesquisas de opinião pública – antes mesmo da fase da pré-campanha –, ele aparecia com vantagem grande em relação aos concorrentes.

O vice-governador eleito é Lincoln Tejota (Pros), na atualidade deputado estadual.

A coligação vitoriosa A mudança é agora assim foi composta: Democratas, Pros, PRP, PMN, PMB, PSC, Democracia Cristã (DC), PSL, Podemos, PTC, PRTB e PDT.

Outros 12 governadoriáveis se elegeram sem necessidade da disputa do segundo turno, sobrando 14 embates para a data 28 de outubro, mais a disputa presidencial, com Jair Bolsonaro (PSL) e Fernando Haddad (PT) e, vencida pelo capitão reformado do Exército, Bolsonaro.

Ozires Ribeiro Silva preside o Democratas em Uruaçu, sede do Jornal Cidade e, base eleitoral de Machadinho (Podemos), candidato a deputado estadual que obteve 10.063 votos, dos quais 7.070 dentro da cidade. Com o objetivo de ajudar Uruaçu e atendendo pedido do agora eleito governador, Machadinho se lançou candidato a uma das quarenta e uma cadeiras da Assembleia Legislativa do Estado de Goiás. Fidelidade é isso!

Os números de Uruaçu para governador:

Ronaldo Caiado: 59,45% – 10.824 votos

José Eliton (PSDB): 26,23% – 4.776

Daniel Vilela (MDB): 7,70% – 1.402

Kátia Maria (PT): 6,23% – 1.134

Weslei Garcia (PSOL): 0,22% – 40

Alda Lúcia (PCO): 0,10% – 19

Marcelo Lira (PCB): 0,07% – 12

 

Caiado destacou que a eleição se tratou apenas de uma primeira etapa e esse trabalho será concluído ao final do seu mandato, quando o goiano conviver com um Estado recuperado.

Durante entrevista coletiva na noite de 7 de outubro, logo após confirmação da vitória – inédita desde 1990 –, o governador eleito evidenciou: “Imaginem a honra de poder governar o meu Estado de Goiás. Não tem nada que tenho tanto lutado para poder chegar numa hora dessa. Tenho certeza absoluta, isto apenas é o começo de um caminho, porque o resultado será avaliado por todos os goianos no último dia do meu mandato. Aí, eu terei realizado 100% o meu sonho. Não é apenas ganhar uma campanha eleitoral, é poder chegar ao final de quatro anos e o goiano poder dizer: ‘Valeu a pena, Caiado’. É deixar com muita clareza. Esse é um primeiro passo, agora é uma caminhada longa. E para essa caminhada eu vou precisar de você, goiano, você goiana, vocês que moram no Estado de Goiás, que acreditem [no trabalho dele]. Ninguém governa sozinho. Eu preciso de você para que nós possamos mudar o Estado de Goiás. Servidores públicos e a população do nosso Estado”.

 

Transição e prioridade

O democrata disse também: “Recebi uma ligação do governador [de Goiás, José Eliton] mais ou menos às 19h, onde, amanhã, ele me disse, que terá uma reunião com todo secretariado. Então, eu solicitei que nós tivéssemos o mais rápido possível montado uma equipe de transição para que os dados fossem repassados a nós e que a nossa equipe já possa iniciar um processo de conhecimento da realidade da situação fiscal do Estado e também das áreas que são relevantes como Saúde, Educação, Segurança Pública, programas sociais. Enfim, todas as Pastas do Governo para trabalharmos até o dia 1º de janeiro de 2019”. Wilder Morais (Democratas), senador que não foi reeleito, coordena a equipe de transição da parte caiadista. Organização da Sociedade Civil brasileira que tem como objetivo contribuir para o aprimoramento dos investimentos sociais corporativos e estimular a participação da iniciativa privada no desenvolvimento social e econômico do País, a Comunitas, sediada em São Paulo capital, integra a equipe, atendendo pedido do democrata.

José Eliton recebeu Caiado dia 22 de outubro, em reunião de trabalho no Palácio Pedro Ludovico Teixeira, em Goiânia, com o atual governador apresentando ao próximo os integrantes de sua equipe de transição. Com o passar dos dias, vieram os inevitáveis atritos entre as duas partes governamentais.

Comunicando que inicialmente a prioridade da Administração 2019-2022 será resgatar “a condição do Estado para que o Estado possa contrair empréstimos, para que o Estado possa ter aval do Tesouro Nacional, para que o Estado volte a entrar num cenário de recuperar as obras paradas, mas ao mesmo tempo iniciar outras necessárias para concluí-as, garantir o pagamento do funcionalismo público, resgatar a condição do hospitais hoje que estão fechando numa condição crítica em relação à Bolsa Universitária, merenda escolar, a Segurança Pública”, Caiado antecipou que não perderá tempo.

“São vários os pontos que a gente identificando, vamos buscar uma forma de renegociar dívidas, de saldar débitos imediatos para que as funções do Estado voltem a funcionar 100% a partir do dia 1º de janeiro”, vaticinou.

 

Parlamentar experiente

Natural de Anápolis, médico ortopedista (com especialização em cirurgia da coluna), empreendedor rural e professor, Caiado atuou na Câmara Federal nas legislaturas 1991-1995, 1999-2003, 2003-2007, 2007-2011 e 2011-2015. No Senado, desde fevereiro de 2015, renunciará. Nas eleições 1989, Caiado concorreu ao cargo de presidente da República. Na de 1994, concorreu ao Governo de Goiás.

Em dados da assessoria, no Congresso, presidiu Comissões, como a de Agricultura e, foi líder da bancada na Câmara dos Deputados duas vezes e esteve à frente os parlamentares do partido em seus quatro anos no Senado.

Um dos criadores da Frente Parlamentar de Apoio à Agropecuária (bancada ruralista) e, esteve à frente de todas as mobilizações do setor rural desde a Constituinte, quando foi garantido o direito de propriedade. É autor da proposta de emenda constitucional 454/2009, criando a carreira de médico de Estado, pronta para ser votada na Câmara. A mesma PEC ganhou reapresentação no Senado. Caiado foi autor da emenda que garantiu 25% dos royalties do petróleo do pré-sal para a Saúde e a Educação e, relator da reforma política quando era deputado. No Senado, foi um dos principais articuladores que permitiu a aprovação da convalidação dos incentivos fiscais, fundamental para manter 400 mil empregos em Goiás. Também relatou projeto aprovado que institui política de assistência a pacientes com doenças raras.

Casado com a advogada Maria das Graças Landim Carvalho Caiado (Glorinha Caiado), tem quatro filhos: Maria, Marcela, Anna Vitória e Ronaldo Caiado Filho.

 

Governabilidade

Ronaldo Caiado vai renunciar ao cargo de senador (para o qual se elegeu em 2014, com 1.283.665 votos), assumindo Luiz Carlos do Carmo (MDB), primeiro suplente. Para o Senado, foram eleitos em 2018 Vanderlan Cardoso (PP) e Jorge Kajuru (PRP), levando Goiás a deter três novos representantes na nova legislatura.

Integrante da chapa majoritária caiadista, Kajuru anunciou atuar de forma independente e, Vanderlan prega ser viável todos unirem forças em favor de Goiás. A expectativa é que ambos, responsáveis, não deixarão de lutar pelo Estado, no mínimo – em relação ao governo Caiado –, de maneira institucional.

Para a Câmara Federal, oito aliados de Caiado se sagraram vitoriosos nas urnas, ficando a certeza de que quase 50% da bancada federal goiana em Brasília será composta por aliados. O que não significa afirmar que os demais – nove –, deixarão de atuar em favor do Estado. Líder da bancada faz anos, Jovair Arantes (PTB) não foi reeleito e novo nome será escolhido pelos pares.

De Caiado na TV Anhanguera (Goiânia), um dia após a vitória: “Vejo total compatibilidade de nós que fomos eleitos no Executivo com a nova bancada que aí está. Acredito que nós constituiremos também uma maioria ampla não só para a aprovação de leis extraordinárias, complementares e, quem sabe, alguma mudança fundamental na Constituição Brasileira. Diante deste perfil dos parlamentares que foram eleitos para o período de 2019 eu conheço vários, 90% deles, conhecimento do dia a dia, da conversa, da campanha, período em que foram deputados e tenho conhecimento parlamentar até porque fui por cinco mandatos deputado federal e, agora, como senador da República. Então, é uma Casa que terei extrema facilidade de levar os projetos do Governo, de sentar e debater com os parlamentares, meus colegas deputados estaduais’.

Em se tratando de Assembleia, a coligação A mudança é agora (DEM/PTC/PMB/PSC) elegeu o segundo maior número de candidatos, somando seis deputados estaduais: Álvaro Guimarães (Democratas) (certamente, presidente da Assembleia no período 2019-2020), Chico KGL (Democratas), Claudio Meirelles (PTC), doutor Antônio (Democratas), Henrique César (PSC), Iso Moreira (Democratas).

Outros 12 pertencentes aos demais partidos aliados ganharam, resultando em 18: Amauri Ribeiro (PRP), Major Araújo (PRP), Charles Bento (PRTB), Julio Pina (PRTB), Rafael Gouveia (Democracia Cristã [DC]), Zé Carapô (DC), Karlos Cabral (PDT), Cairo Salim (Pros), Rubens Marques (Pros), Vinícius Cirqueira (Pros), Delegado Humberto Teófilo (PSL) e Paulo Trabalho (PSL).

De imediato, conversações foram iniciadas e projeções indicam que Caiado será apoiado por cerca de 30 dos 41 parlamentares.

Experiente na vida pública, Caiado, no íntimo, não se sente incomodado tanto com o fato de comandar o Poder Executivo pela vez primeira e, nem com a torrencial rede de críticas disparadas contra ele antes mesmo de assumir o Governo de Goiás. “O jargão de que era ‘estilingue’ e agora virou ‘vidraça’ não tira o sono do mesmo”, afirmou ao JC liderança expressiva do Democratas de Porangatu, cidade nortense onde ele ganhou com 67,67% (13.668 votos).

 

Desenvolvimento regional

Ronaldo Caiado, que jamais foi político de se preocupar apenas com a capital Goiânia e as maiores cidades, apresentou plano de governo contemplando todas as regiões. O JC sempre chamou atenção para a importância de justo e continuado desenvolvimento regional, um clamor das comunidades e da população envolvidas.

A última edição do JC antes da eleição de 7 de outubro, veiculou reportagem focando planos, observando que, com o passar dos anos, o desenvolvimento regional econômico (e em outros segmentos da sociedade) sempre ganhou espaço no periódico. Um governador de Estado, um presidente da República jamais deviam abandonar olhares atenciosos e sequenciais para as regiões num todo. Envolvendo todas as épocas e as histórias, tanto os governadores de Goiás, como os presidentes do Brasil não investiram satisfatoriamente no Norte goiano, região sede deste periódico carente, por décadas e décadas, de maior estrutura, economia crescente, empregos, bem-estar e muito mais.

Caiado frisa que, entre outros aspectos, ‘os planos serão construídos com a participação da sociedade e, a fim de priorizar as oportunidades de investimento em cada uma das regiões, haverá um conjunto definido de incentivos de natureza tributária, financeira e patrimonial alinhado com os objetivos de criação de emprego, renda e de desenvolvimento social. Os planos definirão estratégias, incentivos e fomento com base nas vocações de cada região, no Nordeste o turismo ecológico/aventura, geração de energia alternativa [fotovoltaica], serviços ambientais e produção de frutas tropicais, dentre outras possibilidades’.

Versando sobre o Norte, região sede deste periódico, o governador eleito categorizou: ‘Por sua vez, tem grandes vantagens nas áreas de serviços associados à infraestrutura logística [Ferrovias Norte-Sul e Integração Centro-Oeste]; turismo ecológico/aventura; mineração e beneficiamento de minérios; serviços ambientais, integração lavoura pecuária e floresta. Goiás tem um dos maiores potenciais turísticos do Brasil e hoje já apresenta destinos com altos níveis de visitação’.

Também na TV Anhanguera, Caiado disse, sobre o ato de voltar atenção por inteiro ao Estado: ‘Sou eleitor em Nova Crixás [em Seção do Colégio Estadual Zizi Perillo Caiado, localizado no Centro] desde a minha candidatura para presidente da República em [19] 89 para mostrar que a força vem do interior. Aonde existir Goiás, terá a mão forte daquele Governo naquele local. O interior será ouvido, um dos pontos que mais chocam a todos nós é a discrepância entre a qualidade de vida em diferentes regiões de Estado. Temos regiões que têm condições que são inaceitáveis. Se andar no Nordeste, no Entorno de Brasília, parte do Norte, do Oeste, você vê que tem muita coisa que é inadmissível vivermos em Goiás e nos depararmos com essas situações que estamos vivendo lá’.

Na entrevista coletiva na noite da vitória: “O patamar que nós atingimos nessa eleição ganhando no primeiro turno mostra que, a partir de agora, nós somos governador de todo o Estado de Goiás e pode saber que, no nosso Governo, não terá espaço para divisão. Saberei entender e como sempre souber entender e respeitar posição, mas eu chamarei para o bom debate com argumentos, com conteúdos, com dados, com informações”.

Leia mais na submatéria.

 

Adversários capengando. Impossível segundo turno 

Durante o pleito eleitoral os adversários políticos não conseguiram atingir Ronaldo Caiado (Democratas), alvo de artilharia pesada justamente devido a liderança consolidada, ao mesmo tempo em que a situação da concorrência era capenga. Ter segundo turno? Que jeito!

Trabalhando, propositivo e com determinação na busca da vitória em campanha alegre e motivacional, Caiado manteve postura, foi candidato moderado, muito calmo nas andanças, nos relacionamentos e debates.

Jamais menosprezando a fraca ala opositora da campanha, o democrata não tem interesse se a frente opositora continuará fraca ou não nos próximos quatro anos. “Você [Jota Marcelo] já me entrevistou para o rádio e jornal. Sabe que eu não sou de fugir ao trabalho. Sou madrugador todos os dias. O meu negócio é sempre defender Goiás e trabalhar por este Estado. E, tenha certeza: Goiás, inclusive Uruaçu, será lembrado por inteiro durante os quatro anos em que Ronaldo Caiado for governador. Estamos trabalhando para isso”. Palavras ditas ao Jornal Cidade em 16 de setembro, um domingo pela manhã, na Feira do setor Pedro Ludovico (Goiânia), durante caminhada.

 

MDB dividido

Ao longo da campanha foi possível avistar, por exemplo, que faltou a Daniel Vilela apoio maior dos próprios filiados ao partido dele, MDB, que teve prefeitos e ocupantes de outros cargos políticos atuando em favor de Caiado. Segundo colocado, Daniel foi votado por 479.180 eleitores (16,14% dos votos válidos).

Durante entrevista coletiva na noite de 7 de outubro, Vilela salientou que a divisão interna da sigla “traz um efeito negativo, mas não vejo isso como sendo algo decisivo. O ambiente eleitoral do País foi muito mais impactante. Há uma onda conservadora no Brasil”.

Considerando que o projeto dele no pleito foi vitorioso, pontuou ter desenvolvido campanha propositiva. “Nós tivemos uma das mais baixas rejeições e superamos a máquina da base governista. Eu estou extremamente realizado”, afirmou.

Após mais de três décadas, o MDB goiano não terá deputado federal em Brasília, enquanto na Assembleia Legislativa do Estado de Goiás terá somente três deputados estaduais: Paulo Cezar Martins, Bruno Peixoto e Humberto Aidar.

 

Desgastes no PSDB

Pior a situação de José Eliton (PSDB), terceiro lugar que obteve pouquíssimos 407.507 sufrágios (13,73% dos votos válidos). Titular de uma gestão estadual que criou gravíssimos, negativos fatos administrativos e políticos à candidatura dele – especialmente crises no segmento da Saúde, Educação, Segurança, do funcionalismo público –, tinha ciência que a situação era totalmente desfavorável e que realmente poderia ficar em terceiro lugar, algo consumado dia 7 de outubro.

Desgaste maior, envolvendo José Eliton, quase impossível, com campanha marcada por dezenas de erros políticos e de comunicação (a equipe contratada para o pleito [excelentes jornalistas, marqueteiros, publicitários] não teve liberdade para trabalhar). Para piorar, o desânimo, a antiga quase certeza de derrota no primeiro turno impediu engajamento de maioria absoluta de aliados prefeitos, vice-prefeitos, vereadores, dirigentes partidários e até mesmo candidatos a deputado federal e estadual. Em praticamente toda campanha, o que se viu foi verdadeiro salve-se quem puder, cada um por si e Deus por todos. Sequer houve uma reunião organizada com os candidatos. Desunião total e, desunião total visível.

Da manhã de 28 de setembro em diante nem se fala! Foi a data da deflagração da operação Cash Delivery, investigação derivada da operação Lava Jato que apura a distribuição de propinas da Odebrecht a políticos brasileiros. Preso naquele dia, o então presidente da Agência Goiana de Transportes e Obras (Agetop), Jayme Rincón, coordenador da campanha do aliado que buscava reeleição, assumiu em poucos dias que realmente recebeu anos atrás em seu apartamento na cidade de São Paulo dinheiro em malas e mochilas enviadas pela construtora. O mesmo afirmou que os recursos seriam destinados aos candidatos proporcionais do PSDB e partidos aliados em Goiás. Em 2010, teriam sido R$2 milhões e, em 2014, R$10 milhões, em troca de favorecer interesses da empreiteira relacionados a contratos e obras no Estado. A defesa alegou que a empresa nunca fechou negócio com o Governo de Goiás.

No mesmo 28 de setembro, a Polícia Federal (PF) encontrou quase R$1 milhão em espécie na casa de um policial militar, motorista de Rincón. Os agentes encontraram caixas de papelão com notas de R$50 e R$100. Valor exato achado: R$940.260. Já na residência de Rincón, R$80 mil, em média, foi encontrado.

Individualmente, o PSDB elegeu o maior número de deputados (seis): Diego Sorgatto, doutor Helio de Sousa, Talles Barreto, Lêda Borges, Tião Caroço e Gustavo Sebba, menos que os 12 atuais. A coligação Goiás Avança Mais (PSDB/PPS/PSB) elegeu outros dois: Virmondes Cruvinel (PPS) e Lissauer Vieira (PSB).

 

Demais competidores

Os outros disputantes: Kátia Maria (PT) arrebatou 271.807 votos nas urnas (9,16% dos votos válidos); Weslei Garcia (PSOL), 26.020 (0,88%); Marcelo Lira (PCB), 6.534 (0,22%); e, Alda Lúcia (PCO), 4.500 (0,15%).

Os votos brancos somaram 182.447 (5,13%), enquanto os nulos totalizaram 402.526 (11,33%). Abstenção: 899.328 (20,20%). O comparecimento foi de 3.553.706 votantes (79,80%). Votos válidos: 2.968.733 (83,54%).

LEIA MAIS sobre os eleitos, nas opções abaixo do site:

Assembleia – Votos Uruaçu tem sobrando… Mas, não elege ninguém! 316 foram votados na cidade (Municipais)

Bancada goiana no Congresso renovada. 134 foram votados para deputado federal em Uruaçu (Principal)

Goiás terá três novos senadores (Nacionais)

Jair Bolsonaro e Fernando Haddad no segundo turno (Nacionais)

Jair Messias Bolsonaro: 38º presidente da República (Nacionais)

 

(Jota Marcelo e Márcia Cristina. Com atualizações e com acréscimo de informações)

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